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The Counterfeiters

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Sim, estamos quites. Mano a Mano Imagens: The Counterfeiters.

Millais & Modigliani

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Faz tempo que não escrevo alguma coisa que me agrade. Sento-me no computador e observo o pássaro amarelo que vem todos os dias. Vasculho os arquivos passados e me pergunto: será que fui eu mesma que escrevi tudo isso? Parece tão distante. Tão estranho. Descobri o motivo pelo qual o pássaro amarelo volta: para comer os insetos que ficam repousando na vidraça. De longe, enquanto converso com um estranho ao telefone sobre as desvantagens de ir-se a Espanha por estas épocas de vacas magras e dólar desvalorizado, repouso meu olhar. E então mergulho na vida do esquilo que, no topo da árvore, arranca com voracidade uma flor vermelha longa do galho mais ao alto e a carrega, cambaleante. Não me interessa saber para onde. Deixo de trabalhar. Far Side of the Moon. O que é que realmente fui quando me emprestava `a ti. Roubaram dos símbolos a tal da crase. E de mim aquele sorriso franco que eu mostrava para ti, entre goles de café, caminhadas, e exatidão. Quero muito rever: India Praville. E dentro...

Passion & Spring

Um link para viajar no tempo: passion and spring.

Tecer

Tu sabes onde estás? Me doeu deixar-te ir, me disseste eu te escrevo e te foste, com passos rápidos e determinados. Me disseste que a culpa era tua, que eu não me preocupasse, como se isso te isentasse. Foi fácil para ti escapar mais uma vez. Imagino que tenhas feito isso toda tua vida. Mas tenho cá para mim, que quando se escapa é justamente porque se necessita um motivo para ir. Ou seja, não se queria ficar. Quem quer ficar encontra desculpas e razões para pespontar com linha e agulha o tecido nobre de uma união. Quem quer ficar acha que costurar é melhor, embora exija mais tempo, trabalho, esforço do que comprar uma roupa feita com trabalho escravo que vem da China. Eu acredito no trabalho, no que a gente cria com as mãos. Talvez seja porque, e eu adoro encontrar explicações num monólogo mental ininterrupto, foi das mãos da minha vó materna que aprendi a importância que reside no que a gente planta, no que fazemos com as nossas mãos. Lex III: Actioni contrariam semper et aequalem es...

Sevilla

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Em Novembro. Imagem: Juan Dapena Parilla .

Perdas, Danos & Cronos

Esta semana eu quebrei dois copos de vinho, uma cremeira, e meu coração. Tentei não me cortar com os cacos dos copos, tentei não ficar triste pela cremeira que foi presente da minha mãe. Mas o que eu faço com o coração quebrado? Será que venderiam um substituto no brique? Será que está na garantia? Custaria muito caro consertá-lo? Ontem, meio que às pressas, fiz uma chamada telefônica ao tempo, com o qual tenho linha direta, pelo 1-800. Nem ele pôde responder. Parece que estava ocupado celebrando a Páscoa.

Convenhamos

Me enchi de contentamento quando, ao fazer o post cinza e sem nome abaixo, percebi que ao canto inferior esquerdo da imagem havia um outro pássaro. Distante, mas presente. E que então, dessa maneira, o pássaro que está no centro da foto não estaria sozinho. Ledo engano. Era apenas uma pequena mancha na tela do meu computador.