In The Mood For Love.
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Two
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Facts are what reside between you and me. Some facts drag you down: Breathe. Some answers justify whatever it is that you want to justify. My interpretations of reality collide with yours. I stand for what I see as true. On the other side of a Calatrava bridge, you hold your own truth. None of us knows for sure and that’s why we keep moving, burning, smiling, melting. We’re here to learn and expand our souls: kaleidoscopic. Our colors don’t have to mix, there’s space for you and me. For colors that make things brighter, not blurrier. It can be nice, for a change.
Antes & Depois
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Um dia tu vais ver, como eu vejo agora, e vais entender. E vais te dilacerar pelas coisas que deixaram de ser e pelas coisas que deveriam ter sido. E vais te dar conta que planos servem apenas para preencher algum espaço. Rachael estava certa: ficar certamente é uma escolha. E tem que entender que deve ser por bons motivos. Pensei em um rio como um grande corpo colado, apaixonado pela terra. Ou um rio seria um choro incontido de olhos que, escondidos em algum lugar, clamam por algo desconhecido? Dois cafés mais tarde e ainda estou pensando. E tentando entender esse dia catártico. Em que passo por uma espécie de colapso Hiroshima, Mon Amour. Sem interlocutores. Uma parte de mim queria ser extraordinária em pelo menos uma das coisas que faço bem. Estou cansada de ser medíocre. A minha voz de blogueira está se exaurindo, aos poucos. Trágica? Pode ser. Eu dizia para a mãe que sem uma pitada de drama fica mais difícil escrever. Ela ficava apreensiva, mas aceitava. Aqui me tens: duas de mi...
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Complicado separar fantasia da realidade. Uma milonga rompe em um grito azul e profundo. Eu pensei que sabia o que procurava. Repete para mim como era sentir tudo aquilo. Repete para mim, em alto e bom som, como foi, desfaz as malas se for preciso, estuda os contornos da casa, meu semblante, minhas linhas. Mas diz alguma coisa. Algum dia o teu mutismo vai te abocanhar. Em frente ao computador, ouvindo um tango, espero. O silêncio é tão agudo que desponta em mim um gemido angustiante. Não estou triste, nem só, mas ainda dói. A brincadeira de ser gente grande cansa. Um final de domingo pa' bailar . Pode que o que nos reste seja apenas isso, um belo entardecer, um vinho doce bem gelado, e uma fome de amar insaciável. E agora a noite é calma e pesa como os horrores da guerra e da fome. E das coisas que nem que eu me soltasse no mundo, defendendo direitos e me proclamando dona de algumas verdades, conseguiria mudar. E assim me calo e me ponho a pensar apenas no meu umbigo gordo e difere...